[Crítica] Super Mario Galaxy (2026)

Agradável, apesar do roteiro deficiente

Giovanna Pimentel

4/1/20262 min read

Responsável por filmes aclamados como Meu Malvado Favorito e Sing, o estúdio de animação Illumination se junta novamente à Nintendo em Super Mario Galaxy, baseado no jogo eletrônico de mesmo nome e uma continuação do filme Super Mario Bros., sucesso de bilheteria. Agora, após salvarem o Reino dos Cogumelos no primeiro filme, Mario e seu irmão Luigi embarcam em uma nova aventura repleta de referências aos jogos da Nintendo.

Em Super Mario Galaxy, a Princesa Rosalina, protetora do cosmos e mãe adotiva das Lumas, é sequestrada pelo filho do vilão Bowser, o Bowser Junior, que busca perpetuar o legado do pai. Princesa Peach, Toad, Mario, Luigi e Yoshi são convocados a partir em uma aventura espacial em busca da princesa sequestrada, enquanto Bowser, recém-ressocializado, junta-se ao filho. Assim, o filme reforça mais uma vez a dinâmica familiar e explora sutilmente as relações parentais, mas sem inovar.

A cinematografia se mostra, novamente, um dos pontos fortes. A animação dinâmica e divertida traz para as telas de cinema a magia dos jogos, inserindo o telespectador nas aventuras de Mario e seus encantos visuais. As cores vivas e os diferentes elementos dos mundos abordados, bem como os designs e referências nostálgicas dos personagens, chamam a atenção do público infantil, mas não deixam de agradar aos mais velhos, que cresceram com um dos maiores marcos da história dos videogames, lançado há quase 40 anos.

O longa segue uma fórmula favorável à boa recepção dos fãs, evocando personagens icônicos da franquia como Donkey Kong, Fox McCloud, Birdo, Shy Guy, Goomba e Banzai Bill, entre outros que adornam a memória da fanbase, mas que podem passar despercebidos pelo público que desconhece os games. Entretanto, apesar de ser repleto de fanservice, o filme não se limita a agradar apenas aos amantes de Mario, apresentando figuras carismáticas e divertidas que ganham profundidade e protagonismo, como a Princesa Peach e a Rosalina, conquistando a audiência.

Por outro lado, apesar da animação impecável e personagens cativantes, o roteiro deixa a desejar. Em algumas partes, em particular no final, a história parece acelerar, em contraste com algumas cenas desnecessariamente longas. Além disso, a obra contém excesso de informações e elementos que parecem ser inseridos desesperadamente para dialogar com os fãs, mas que sobrecarregam a narrativa. A Nintendo aposta mais uma vez na nostalgia e na intertextualidade que, apesar de entregar um filme divertido, não consegue suprir por inteiro a falta de um roteiro conciso.

Com duas cenas pós-créditos, Super Mario Galaxy é, portanto, um filme agradável que, apesar do roteiro deficiente, encanta a audiência com sua estética hipnotizante e nostalgia certeira, satisfazendo todos os públicos. Uma aposta garantida para aqueles que buscam divertimento e descontração.

Confira também