[Crítica] Hamnet (2025)

Um olhar singular sobre a tragédia atemporal de Shakespeare

Lucas Castilho

12/20/20252 min read

A nova abordagem das origens da peça teatral Hamlet, de William Shakespeare, trazida pela cineasta Chloé Zhao em Hamnet (2025) ganha cada vez mais força para esta temporada de premiações. Retornando à direção de um longa-metragem após seu trabalho em Eternos (2021), que dividiu as opiniões da crítica na época, Chloé Zhao conduz essa narrativa dramática que baseia a criação da peça mais famosa de Shakespeare.

Com o decorrer da história desenvolvida em Hamnet, evidencia-se a adoção de um lirismo necessário para essa obra, perceptível através da cinematografia assinada por Lukasz Zal e pelo roteiro escrito pela própria Chloé Zhao e por Maggie O’Farrell. Ainda sobre a consolidação dessa forma de lidar com a poesia tão característica da dramaturgia shakespeariana, Hamnet deposita uma significativa carga emocional em seus arcos narrativos.

Como consequência de haver uma necessidade de expressar a emoção devida em cada sequência de Hamnet, a montagem do filme cumpre as expectativas para essa obrigação naturalmente. Vale destacar também o impacto relevante da trilha sonora composta por Max Richter, que guia a intensidade dramática de modo impecável, impactando os desdobramentos da trama profundamente.

Em relação ao que o elenco desempenha em Hamnet, torna-se evidente a presença de algumas das melhores performances do ano até agora. Logo, as interpretações de Jessie Buckley e Paul Mescal, além de serem primorosas em termos de atuação, também preservam a alma dessa obra de forma extremamente convincente.

Portanto, Hamnet exerce sua proposta surpreendentemente, alinhando a ótima direção de Chloé Zhao com as contribuições irrepreensíveis do elenco. Diante disso, o longa-metragem já desponta como um dos melhores lançamentos deste ano, o que designa um caráter impressionante à realização de Hamnet.

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