[Crítica] A Empregada (2025)

Uma morna adaptação do romance de suspense psicológico

Lucas Castilho

12/20/20252 min read

Adaptando a história do best-seller escrito por Freida McFadden, A Empregada (originalmente “The Housemaid”) retrata a personagem interpretada por Sydney Sweeney como uma mulher em dificuldades que recomeça a vida como empregada doméstica para um casal rico. Além disso, o filme conta com a direção de Paul Feig e o roteiro assinado por Rebecca Sonnenshine e pela própria autora do livro no qual a obra se inspirou.

Primeiramente, é necessário ressaltar que a estrutura narrativa de A Empregada baseia-se integralmente na execução de seu plot twist, o que compromete a dinamicidade dos dois primeiros atos da trama. Com isso, a condução de Paul Feig concentra suas forças no terceiro ato, trazendo um impacto considerável para o suspense, mas insuficiente para compensar o ritmo monótono desenvolvido na maior parte de sua duração. Ademais, a montagem não cumpre seu papel com eficiência, dependendo de sequências frenéticas para tentar criar uma tensão tardia.

Como esperado, as performances do elenco acabam ofuscadas pela direção inconsistente de Paul Feig; é o caso do desempenho automático de Sydney Sweeney e da atuação burocrática de Brandon Sklenar. Por outro lado, destaca-se a interpretação de Amanda Seyfried como Nina, a personagem mais enigmática do longa-metragem, demonstrando que sua performance compreendeu a proposta que lhe foi designada.

Diante disso, A Empregada percorre a linha da mediocridade ao abrir mão de uma abordagem envolvente em prol do impacto de sua revelação final. Logo, apesar de apresentar um desfecho surpreendente, toda a construção narrativa possui lacunas que prejudicam a realização da obra.

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